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Novartis obtém aprovação para Leqvio

Mais de 790 mil brasileiros são portadores de hipercolesterolemia familiar (HF), doença caracterizada por valores cerca de duas vezes mais elevados de
 Mais de 790 mil brasileiros são portadores de hipercolesterolemia familiar (HF), doença caracterizada por valores cerca de duas vezes mais elevados de

A indústria farmacêutica Novartis obteve a aprovação na Food and Drug Administration (FDA) para seu medicamento Leqvio, um genérico utilizado para redução de colesterol com apenas duas injeções por ano e, consequentemente, reduzir doenças cardíacas.

O medicamento funciona de forma semelhante aos medicamentos redutores de colesterol aprovados da Amgen e seus parceiros Sanofi e Regeneron, e vem com expectativas de vendas tão altas quanto essas drogas chegaram ao mercado seis anos atrás. 

Todos os três tratamentos têm como alvo uma proteína, ou as instruções genéticas que a codificam, que retarda a remoção do chamado colesterol ruim do sangue. Com a aprovação de Leqvio, cada um é aprovado para pessoas com doenças cardíacas que não conseguem baixar os níveis de colesterol o suficiente com o uso de medicamentos genéricos mais antigos, conhecidos como estatinas, ou aqueles com quantidades geneticamente elevadas.

A vantagem de Leqvio pode estar na conveniência. Enquanto os medicamentos da Amgen, da Sanofi e do Regeneron são normalmente administrados uma ou duas vezes por mês, o Leqvio pode ser administrado apenas duas vezes por ano após duas injeções nos primeiros três meses.

A Novartis, que gastou quase US$ 10 bilhões para comprar o desenvolvedor de biotecnologia do Leqvio há dois anos, potencialmente ajudando os pacientes a evitar complicações cardíacas que podem se tornar mais prováveis ​​devido ao colesterol estar descontrolado. 

A Novartis está atualmente conduzindo um estudo para avaliar o efeito do Leqvio em eventos de saúde relacionados ao coração, como ataques cardíacos e derrames. 

A aprovação do Leqvio chega um ano depois do que a Novartis originalmente havia procurado, depois que a FDA se recusou a aprovar o medicamento porque seus inspetores não puderam visitar as fábricas da Novartis, devido a restrições de viagens pandêmicas.

Fonte: BiopharmaDive
Fonte da imagem: Pixabay