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Antidepressivo e a COVID-19

Estudos mostram que houve um aumento de até 113% na procura de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos, destinados ao tratamento de insônia, ansie
 Estudos mostram que houve um aumento de até 113% na procura de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos, destinados ao tratamento de insônia, ansie

Um estudo divulgado na quarta-feira, 27 de outubro, pela The Lancet Global Health, demonstrou que o uso do medicamento Fluvoxamina reduziu o grau de risco de hospitalização, de pacientes que foram infectados pelo vírus SARS-CoV-2.

A Fluvoxamina é um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, um neurotransmissor que atua na comunicação entre as células nervosas. Em outras palavras, o medicamento tem a capacidade de inibir o transporte da serotonina para dentro dos neurônios, o que faz com que uma maior quantidade aja sob o cérebro.

O estudo foi realizado por pesquisadores do CardResearch, de Belo Horizonte, em Minas Gerais, da Universidade McMaster, do Canadá, e da Universidade Washington, do Missouri, nos Estados Unidos.

A pesquisa contou com a participação de 1.497 brasileiros que tiveram teste positivo para a Covid-19 e que não haviam sido vacinados. Eles apresentavam sintomas e tinham pelo menos um critério adicional de alto risco.

Como fatores de risco, a pesquisa considerou quadros de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, doença pulmonar, asma, tabagismo, obesidade, transplantes, câncer, entre outros.

Os voluntários foram distribuídos em dois grupos, sendo que 741 pessoas receberam 100mg de fluvoxamina duas vezes ao dia, durante dez dias; enquanto 756 indivíduos receberam placebo, uma substância sem qualquer tipo de efeito para o organismo. Os participantes foram observados por 28 dias após o tratamento.

Entre os participantes que receberam o medicamento, 79 precisaram permanecer por mais de seis horas em um ambiente de emergência ou de hospitalização – uma taxa de 10,6%. Entre os que receberam o placebo, o índice chegou a 15,7%, com um total de 119 pessoas.

Segundo o estudo, os resultados demonstraram uma redução absoluta no risco de hospitalização prolongada ou atendimento de emergência prolongado de 5% e uma redução do risco relativo de 32%.

Em relação à mortalidade, os pesquisadores verificaram que, entre os pacientes que tomaram pelo menos 80% das doses da medicação, houve apenas uma morte – em comparação com 12 óbitos registrados no grupo que não recebeu o medicamento.

Fonte: CNN Saúde
Fonte da imagem: Freepik