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Reajuste de 5,5% no salário de farmacêuticos

Terceirização de produtos
 Terceirização de produtos

O salário dos farmacêuticos da indústria acaba de ter aumento de 5,5% no estado de São Paulo, o que representa um ganho real de 1,14% sobre a inflação.

O reajuste foi possível após negociações envolvendo o Sinfar-SP e o Sindusfarma. A convenção coletiva de trabalho tem como data-base o dia 1º de abril e estabeleceu duas faixas de aumento. Os profissionais com vencimentos até R$ 9.653,30 terão o acréscimo de 5,5% na remuneração. Já para salários superiores a esse valor, será agregada a quantia de R$ 530,93.

Os farmacêuticos da indústria ainda terão os seguintes adicionais. A convenção também assegura a licença maternidade por 180 dias e é válida até 2025.

Responsabilidade técnica 

Adicional de responsabilidade técnica – r$ 3.337,96

Adicional de corresponsabilidade técnica – r$ 2.337,27

Jornada de trabalho máxima de 40h semanais – adicional de horas extras de 110%

Participação nos lucros e resultados

Empresas até 100 funcionários – r$ 2.091,61

Empresas mais de 100 funcionários – r$ 2.902,02

Vale refeição: r$ 40 por dia

Auxilío por filho com necessidades especiais: r$ 1.324,08

Auxílio creche: r$ 761,10

Cesta básica

Empresas até 100 funcionários – r$ 330

Empresas com mais de 100 funcionários – r$ 500

Salário dos farmacêuticos tem primeiro ganho real desde 2016

O salário dos farmacêuticos da indústria tem o primeiro ganho acima da inflação desde 2016. “É fundamental que os patrões valorizem e reconheçam a contribuição dos trabalhadores no crescimento da indústria farmacêutica”, avalia Airton Cano, coordenador da Federação dos Químicos em São Paulo (Fetquim).

Vinculada à CUT, a entidade também participou das negociações, que contou ainda a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), ligada à Força Sindical, e entidades filiadas às duas federações.

Salário dos farmacêuticos alimenta debate sobre piso

O salário dos farmacêuticos da indústra alimenta também o debate sobre a adoção de um piso de R$ 6,5 mil em nível nacional.

A medida integra o Projeto de Lei 1559/21, já aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Agora, a proposta aguarda a designação de um relator na Comissão de Trabalho. O texto contempla reajustes anuais com base na variação acumulada do INPC em 12 meses e passa a fixar também um adicional de 10% para o farmacêutico designado como responsável técnico (RT) do estabelecimento.

Na avaliação de empresários, o novo piso representa 68% de aumento nos valores médios pagos aos farmacêuticos atualmente, gerando gastos extras de R$ 2,8 bilhões ao ano e impactando principalmente pequenas farmácias. Por outro lado, profissionais farmacêuticos alegaram que vêm acumulando mais tarefas e responsabilidades ao longo dos anos e argumentaram que os lucros do setor comportam o pagamento da nova base salarial.

 

Fonte: Panorama Farmaceutico

Fonte da Imagem: Pexels