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Ampliação de pressão contra alta de impostos sobre medicamentos

Alta de impostos e planejamento de gastos
 Alta de impostos e planejamento de gastos

Reação contundente. As principais entidades do setor farmacêutico ampliaram a pressão sobre os governos estaduais para evitar uma alta de impostos sobre medicamentos.

Para compensar o corte de tributos sobre combustíveis e energia, decretado no ano passado, 12 estados publicaram leis ou decretos que elevam em 1% a 3% a alíquota do ICMS sobre os remédios. Essas decisões podem gerar uma escalada no preço de medicamentos em 2023. Estimativas do setor apontam que os aumentos podem chegar a impressionantes 6,86%, somados ao reajuste anual que entra em vigor no próximo mês de abril.

As medidas envolvem os estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. A mudança mais chamativa deve acontecer em Sergipe, cujo ICMS saltará de 18% para 22%. Já Piauí e Roraima resolveram elevar o tributo em três pontos percentuais.

Posição das entidades por menos impostos sobre medicamentos

A luta contra mais impostos sobre medicamentos ganhou a adesão de associações como o Sindusfarma, que enviou ofício às 12 secretarias estaduais da Fazenda reivindicando a revogação das novas alíquotas. “É um grande absurdo que remédios, já tão onerados pela altíssima carga tributária do Brasil, que é recorde no mundo, sofram mais esse impacto no início de novos governos estaduais”, critica o presidente executivo Nelson Mussolini.

Algumas empresas enviaram um comunicado conjunto ao subsecretário da Receita de São Paulo, no qual também pedem a suspensão do aumento de impostos. As entidades argumentam que o estado superestimou os valores dos insumos para a base de cálculo do ICMS e exigem acesso aos critérios e dados utilizados.

A gasolina ganhou status de bem essencial, enquanto persiste o ônus sobre medicamentos. Essa é uma miopia inacreditável. A população já convive com uma das maiores cargas tributárias do mundo, em torno de 36% o que compromete sobretudo o orçamento das famílias mais pobres.

É inconcebível ver esse cenário enquanto lanchas, diamantes, helicópteros e cavalos puro-sangue têm praticamente zero de alíquota. Como resultado, pacientes são obrigados a abandonar seus tratamentos por falta de recursos e, no fim das contas, o custo retorna para os cofres públicos por meio de agravos e hospitalizações evitáveis.

Fonte: Panorama Farmaceutico

Fonte da Imagem: Pixabay