FDA aprova medicamento que pode desacelerar o Alzheimer
O medicamento indicado para a doença do Alzheimer foi aprovada neste sábado, anunciado pelas empresas EIsai e Biogen.
O anticorpo monoconal deve ser iniciado em pacientes com comprometimento inicial ou estágio leve de demencia da doença.
O Leqembi ataca os depósitos de uma proteína chamada beta-amiloide. Embora a causa da doença de Alzheimer continue sendo pouco conhecida, os pacientes apresentam placas amiloides no cérebro, que se formam ao redor dos neurônios e os destroem, provocando a perda de memória característica da doença.
A autorização do FDA é baseada em testes clinicos que mostraram como resultado, a redução de placas amiloides. Os pacientes que possuem estas placas, possuem seus neuronios destruidos, trazendo a perda de memória.
Esses estudos, que envolveram cerca de 1.800 pessoas acompanhadas por 18 meses, revelaram uma redução de 27% no declínio cognitivo em pacientes tratados com o lecanemab. Mas os testes clínicos também mostraram efeitos colaterais graves: alguns dos pacientes sofreram hemorragias cerebrais. Além disso, uma pessoa morreu.
Este é o segundo tratamento para a doença de Alzheimer aprovado recentemente pela FDA, depois do Aduhelm cujo lançamento, em 2021, não obteve o êxito esperado.
Fonte: Panorama Farmacêutico
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