Inteligência artificial na produção de medicamentos
Há tempos se discute a inclusão de Inteligência Artificial (IA) na produção de medicamentos. A produção de medicamentos para dengue utilizando essa tecnologia, já está em um projeto de uma ONG Europeia.
A ONG 'Drugs for Neglected Diseases Initiative' busca tratamentos para doenças que geram pouco interesse e em abril lançou uma parceria com a BenevolentAI, empresa britânica que busca desenvolver moléculas graças à IA.
No início de 2020, a empresa escocesa Exscientia, em parceria com a farmacêutica japonesa Sumitomo Dainippon, desenvolveu a primeira molécula "construída" graças à IA que entrou em ensaio clínico.
Aqemia, uma jovem empresa que surgiu da Escola Superior Nacional PSL em 2019 na França, desenvolveu uma plataforma para descobrir medicamentos graças à física estatística inspirada no quântico.
"Usamos uma inteligência artificial que qualificamos como generativa", destaca seu fundador, o pesquisador Maximilien Levesque.
"Inventamos moléculas que vão aderir a um alvo biológico específico que está causando uma doença. A inteligência artificial se alimenta da física: precisamos conhecer a natureza física da molécula e o alvo para calcular sua afinidade", descreveu.
Enquanto as startups estão na vanguarda, os laboratórios estão cada vez mais interessados nesta área. Prova disso são os seus investimentos neste setor. A gigante americana Bristol-Myers Squibb chegou a um acordo com a Exscientia no ano passado e pode lhe dar mais de 1 bilhão de dólares.
Em 2019, o laboratório suíço Novartis e a gigante da informática Microsoft anunciaram um acordo de colaboração.
Mas isso não significa necessariamente o fim da química de laboratório. Este novo campo enfrenta dificuldades significativas, como o acesso a dados passíveis de serem explorados e a necessidade de encontrar especialistas que, por um lado, dominem a inteligência artificial e, por outro, tenham conhecimentos de farmacologia.
Fonte: FolhaPe
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