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Redução no preço de insulina chinesa impacta farmacêuticas

O Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), perdendo apenas para China, Índia, Estado
 O Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), perdendo apenas para China, Índia, Estado

As indústrias farmacêuticas Novo Nordisk, Sanofi e Eli Lily estão sofrendo impactos financeiros, decorrente da redução no valor dos hormônios utilizados para a regulação de glicose no sangue do mercado chinês.

Conforme relatou a agência de notícias estatal Xinhua, o preço de quarenta e dois produtos de insulina teve que reduzir, em média, 48% para ganhar concursos de hospitais públicos da China na última aquisição. Porém, as três farmacêuticas citadas acima podem perder suas posições dominantes porque seus cortes não foram suficientes para superar a concorrência de empresas locais.

O processo de aquisição de insulina cobre dois anos de tratamento e será responsável por 210 milhões de doses em 2022. Sem esse contrato, a Novo Nordisk já projeta uma retração de 3% no crescimento das vendas globais no próximo ano. Hoje, a empresa responde por cerca de 50% do volume de insulina distribuído no país.

A China representa um mercado cativo no segmento de diabetes, com cerca de 120 milhões de pacientes. Enquanto outras drogas como os inibidores DPP-4 e agonistas do GLP-1 estão disponíveis, as insulinas continuam sendo os medicamentos para diabetes mais usados ​​no país. Estima-se que, juntas, as três fabricantes multinacionais detêm uma participação de mercado superior a 70%.

Fonte: Panorama Farmacêutico
Fonte da imagem: Pixabay