Reviravolta no topo das farmacêuticas nacionais
Os últimos 12 meses trouxeram uma reviravolta no ranking de faturamento da indústria farmacêutica nacional. Segundo levantamento da Close-Up International, Eurofarma e EMS desbancaram o Aché do primeiro lugar e como resultado registraram crescimento de dois dígitos no período.
Com avanço de 12,3%, a Eurofarma agregou meio milhão à receita e saltou de R$ 4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. A farmacêutica ganhou terreno estimulada principalmente por movimentos como a compra dos ativos de OTC da Takeda, por US$ 161 milhões. A linha abrange 12 medicamentos de marca, entre próprios e licenças, de venda livre e de prescrição médica, de tal forma que somam US$ 38 milhões em vendas.
Agora, a companhia deu início a estudos de mercado a fim de avançar no projeto de internacionalização na América Latina. “A meta é que, até 2022, a operação no Exterior represente 30% do faturamento. O percentual é de 16% atualmente, mas deve atingir até 21% por conta da operação com a Takeda”, observa a vice-presidente Maria Pilar Del Muñoz.
A EMS reduziu a diferença para a Eurofarma depois que evoluiu de R$ 3,92 bilhões para R$ 4,45 bi – incremento de 13,6%. O crescimento em volume de vendas na casa dos 20%, acima da média do setor, estimulou a empresa a antecipar investimentos de R$ 5 milhões na linha de produção. A receita destinada à divulgação institucional também saltou de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões. Para 2021, a aposta está na ampliação do parque fabril de Hortolândia e em uma nova unidade de produtos oncológicos injetáveis.
Investimentos em ampliação e pesquisa
No caso do Aché, o faturamento bruto no período caiu 0,4%. O resultado pode estar associado às elevadas despesas com o lançamento recorde de 46 medicamentos e soluções de automação e inteligência artificial implementadas nas plantas de Cabo de Santo Agostinho (PE) e Guarulhos (SP). A farmacêutica tem como meta alcançar a liderança em medicamentos de prescrição e remédios inovadores. Também mira a ampliação da produção de medicamentos hormonais após concluir o processo de incorporação da Melcon Indústria Farmacêutica.
Embora registrem, em média, um crescimento positivo, as outras sete farmacêuticas da lista estão distantes das líderes em mais de R$ 1 bilhão. No entanto, algumas dessas companhias reforçam a aposta no mercado brasileiro. É o caso da Sanofi, que investirá € 13 milhões em pesquisa e desenvolvimento no país nos próximos três anos.
De acordo com o diretor geral Felix Scott, os recursos já foram reservados no último ciclo de investimentos da indústria farmacêutica francesa, com foco em pesquisa clínica e inovação incremental. A multinacional projeta que, em cinco anos, 50% da receita seja originária dos produtos desenvolvidos no centro de pesquisa da Medley, divisão de genéricos da Sanofi, em Campinas (SP).
Veja abaixo o Ranking das 10 maiores fabricantes farmacêuticas no país:
- Eurofarma: em primeiro lugar com R$ 4,5 bi, a farmacêutica de capital brasileiro teve avanço de 12,30% no último ano;
- EMS: R$ 4,45 bi (13,60%);
- Aché: em terceiro lugar, o laboratório brasileiro que compreende cinco plantas industriais teve queda de -0,4% passando para R$ 4,37 bi;
- Sanofi: R$ 3,25 bi (4,10%);
- Mantecorp: R$ 2,5 bi;
- Johnson & Johnson: R$ 1,92 bi (-1,20%);
- Libbs: R$ 1,91 bi (10,50%);
- P&G: R$ 1,87 bi (14%);
- Neo Química: R$ 1,87 bi (11,0%);
- Medley: R$ 1,75 bi (2,40%).
Fonte: Panorama Farmacêutico
Fonte imagem: Pixabay